
Falo de coisas normais.
Coisas que todo mundo passa e sente.
Falo de coisas que muita gente gostaria de falar, mas talvez sem saber como ou quando.
Falo de coisas que muita gente não gosta ou discorda, mas aprendi a achar isso bom.
Eu já não me preocupo mais com a hora certa, nem com a maneira certa de falar minhas coisas.
Não me preocupo mais com frases de efeito, nem em pensar ou fazer pensar.
Não me preocupo mais em mostrar um sorriso, nem em ser o mais engraçado, confiável ou popular.
Falo de coisas reais, falo de coisas que gostaria que fossem reais, mas falo de coisas verdadeiras, no fato ou no desejo, que seja.
Livrei-me da obrigação de ser perfeito, definitivamente.
Diga-me, de que adiantaria ser tudo para todos e não ser nada pra quem me importa?
De que adiantaria pensar no macro se meu coração não estivesse feliz?
Hoje não me preocupo com o que pensem de mim, mas me preocupo com quem pense.
E garanto, não quero ouvir elogios de ninguém, me basta ouvi-los de um alguém.
Meu violão entoa canções bregas, feias aos ouvidos de quase todos, mas sinceramente, não me importa.
Falo de coisas normais pra mim e pra você, preste atenção.
Mas falo de um modo que só meu coração sente e traduz.
Sinal de menor, número 3.
André Finhana
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