quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

QUIETUDE


O silêncio ao telefone não é causa da falta de assunto.
É o excesso de palavras de amor que tenho pra te dizer mas que acaba por me calar.
O silêncio que sucede o último acorde da nossa canção predileta não representa seu fim.
Com ele vem a reflexão, os sentimentos bons e a vontade de ouví-la de novo, de novo, de novo e depois cantá-la pra você.
O silêncio da noite de hoje pode me trazer o medo e a solidão.
Mas só com ele me escuto e me ensino a ser melhor no dia de amanhã.
O silêncio nem sempre é sinônimo de ausência de barulho.
Há silêncios que fazem tanto ruído que não me ouvir seria uma benção.
O silêncio ao seu lado não dirá que falta intimidade.
Mas sim que sobra.

Pois o silêncio é constrangedor.
Porque o silêncio só fala a verdade.
Com o silêncio escutarei sua respiração.
No silêncio te percebo, me encontro e te entendo.

O silêncio entre uma palavra e outra pode parecer ganho de tempo.
E realmente é, já que tempo sem você, é tempo perdido.
Porque às vezes me falta o silêncio.
E no meu silêncio passa a faltar você.

Pelo seu silêncio vejo que errei.
Porque no meu silêncio ouço seu choro sem te olhar.
Pelo seu silêncio também vejo que acertei.
Porque no meu silêncio uma puxada de ar característica faz com que seu sorriso lindo me seja facilmente perceptível.

O silêncio que me pede realmente não significa descaso.
Te deixo ir em silêncio hoje, pra voltar pra mim amanhã.
E voltar barulhenta amanhã.
Porque se é pra quebrar o silêncio, que seja com sua voz.

Mas há um fato importante, que quero lhe falar baixinho.

O meu silêncio de às vezes não representa falta de amor.
Pois se você ficar bem quietinha, poderá ouvir meu coração...
...batendo no ritmo do seu nome.

André Finhana

2 comentários:

Anônimo disse...

Como dois carrinhos de corrida, que se alinham no tempo perfeito,para cruzar a linha de chegada juntos.
Bora? rs

Número 3

Natália disse...

adorei ! *--*